segunda-feira, 25 de março de 2019

O Começo de Tudo - Livro

     Olá, pessoas da internet! Espero que vocês estejam bem. Essa semana eu reli um livro que eu gosto muito, e como eu não tinha nada pra fazer, eu fiz uma resenha dele. Espero que gostem.


     O Começo de Tudo é um livro da escritora americana Robyn Schneider, que conta a história de Ezra Faulkner, um adolescente que perdeu a popularidade, a namorada e a possibilidade de continuar no time de tênis do colégio em um acidente de carro. Após o acontecimento, Ezra se reaproxima de Toby, seu melhor amigo nos tempos de infância, e acaba conhecendo a jovem Cassidy Thorpe, uma garota linda, inteligente e levemente misteriosa que acaba ajudando Ezra a se readaptar a nova vida de ex-atleta e se conhecer como pessoa, apresentando-o a um novo mundo com clubes de debate, flash mobs e caças ao tesouro.

     Ezra acredita que todo mundo tenha um desastre pessoal. Toby, seu melhor amigo, teve o seu desastre em uma montanha russa, em um parque da Disney, no dia do seu aniversário, quando um garoto desobedeceu as regras do brinquedo e se levantou do assento e perdeu a cabeça quando o carrinho passou por dentro de um túnel. O dia poderia ter terminado bem se a cabeça do tal garoto não tivesse caído em cima do colo de Toby, traumatizando o rapaz e impedindo que qualquer outra criança tivesse coragem de falar com ele, e até o seu dito melhor amigo o deixou de lado.

     Aos 17 anos, Ezra sofre o seu desastre pessoal. Ele vai a uma festa na casa de um dos jogadores do time de futebol contra sua vontade e encontra sua namorada Charlotte em um quarto com outro cara. Ezra decide ir embora em seu carro, mas na esquina ao fim da rua, uma picape preta aparece ultrapassando o sinal vermelho e se chocando com o carro de Ezra. O rapaz fica internado por três meses e sai do hospital com a palavra do médico de que ele não poderia mais jogar, pois o trauma no joelho traria dores eternas. Ao voltar à escola, Ezra não é mais o mesmo garoto popular, bronzeado e com o corpo torneado de antes. Agora ele era um magrelo, com uma palidez doentia e de bengala.

     A única pessoa que falou com ele  como se seu amigo nunca tivesse o abandonado por causa de uma cabeça arrancada  foi Toby e, por sua influência, agora ele fazia parte da mesa dos nerds. Nesse meio tempo, Ezra conhece Cassidy, a garota nova da sua turma de espanhol. Cassidy acaba sentando na mesma mesa e ambos são forçados a entrar no time de debate do colégio. Os dois desenrolam um romance com direito a flash mobs em shoppings de cidades vizinhas, compras em brechó, boneco de neve feito de folhas e código morse.

     --- Atenção, a partir daqui podem conter spoilers ---

     Na minha opinião, o livro é a definição da frase “O que importa não é a chegada, e sim o caminho”. A história — se você ignorar o fato de que o Ezra é um idiota — é bem desenvolvida e os personagens são até legais, embora eles não sejam tão aprofundados. 

     E, no final, quando vemos o “desastre pessoal” da Cass, fica meio ridículo. Ela passa a imagem de garota desapegada e sonhadora durante a narrativa inteira e termina sendo uma menina medrosa e presa ao passado, e quando ela tem a oportunidade de enfrentar tudo isso e seguir em frente, ela pega toda a personalidade que foi construída e joga no lixo. Mas ao mesmo tempo eu tento enxergar o lado dela, até porque não é fácil perder alguém que amamos, e sempre que ela visse o Ezra, ela lembraria do irmão e seria muito doloroso.

     Porém, voltando a frase de antes, o que eu gosto nesse livro é o desenvolvimento e o relacionamento dos personagens. Não apenas o romance entre os dois protagonistas, mas de todos da mesa dos nerds. Eu amo ler o capítulo da viagem do clube de debate onde o time está tendo uma festa no quarto de hotel com membros de outro time e estão bebendo uísque e comendo um pedaço de baguete com queijo e salame, falando mal de outro time ao som de Bon Iver. Ou quando Ezra, Cassidy, Toby e Austin (outro personagem sem muito desenvolvimento) vão pra Los Angeles pra participar de um flash mob meio vergonha alheia no meio do shopping — inclusive, essa cena lembra o final da primeira temporada de Atypical.

     Ezra e seus novos amigos tem aventuras que eu queria ter com meus amigos e eu acho isso bonito e quase inspirador. Me lembra muito cenas de filmes onde alguns amigos viajam de carro, ou até mesmo quando Mike, Lucas, Dustin e Eleven se juntam para salvar o Will em Stranger Things.

     Eu acho uma pena o livro não ter um final que me encante. Pelo contrário, o final me dá raiva do livro todo, mas eu sempre volto às cenas onde a turma está junta, ou às cenas onde Cassidy ensina algo novo ao Ezra  mesmo que tudo que ela ensinou parece não servir pra ela porque ela estraga tudo.

     Nota final: 📙📙📙📙

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